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URGENTE: Jovens são encontrados mortos após assaltarem bar no PR, diz polícia

Dono do estabelecimento foi preso, suspeito de assassinar os rapazes.Ele alegou que, ao ser assaltado, tomou a faca de um deles e os matou.


Dois jovens foram encontrados mortos, no começo da noite desta quinta-feira (8), em uma estrada rural de Paiçandu, no norte do Paraná. Eles são suspeitos de assaltarem um bar na cidade, no domingo (4), segundo a Polícia Civil. O dono do estabelecimento, de 42 anos, foi preso durante esta tarde, suspeito de ter assassinado os rapazes.O local onde os corpos estavam foi indicado pelo próprio dono de bar. Ele disse à polícia que, ao ser assaltado pelos jovens, de 15 e 21 anos, tomou a faca de um deles e os matou, jogando os corpos na estrada rural.O suspeito estava foragido até a tarde desta quinta-feira. O delegado de Paiçandu, Gustavo de Pinho Alves, afirma que chegou até o homem depois que uma testemunha contou ter visto os rapazes entrando no estabelecimento, mas não os viu saindo. A polícia encontrou sangue no bar, antes da prisão.O comerciante já havia sido preso anteriormente, pelos crimes de roubo e receptação, no estado de São Paulo. Os jovens mortos não tinham passagem pela polícia, segundo o delegado.



  




Entenda o projeto de lei que derruba a meta fiscal

Se aprovada, proposta autoriza governo a abandonar superávit primário. Resultado positivo serve para pagar os juros da dívida pública brasileira.

 

  Com as contas no vermelho, o governo tenta aprovar no Congresso uma lei, com votação prevista para esta terça-feira (02), para não descumprir uma meta estabelecida por ele mesmo no final de 2013. A matéria é considerada prioritária para o governo, mas enfrenta resistência da oposição.Pela legislação, o governo é obrigado a fazer uma poupança para pagar os juros da dívida pública – o superávit primário –  e assim cumprir a chamada meta fiscal.
Mas de janeiro a setembro deste ano, o governo central – União, estados, municípios e estatais – acumulou um rombo de R$ 15,3 bilhões, o primeiro da série histórica do Banco Central (BC). Até o final do ano, no entanto, deveriam sobrar, pela meta do governo, pelo menos R$ 116,1 bilhões, equivalentes a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
A sessão que vai votar o projeto foi adiada na última quarta-feira pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por falta de quorum. Ele chegou a abrir sessão para apreciar o texto, mas encerrou os trabalhos em seguida.

O que a lei estabelece

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece o valor mínimo de R$ 116,1 bilhões de superávit primário.
A regra atual permite "descontar" desse valor até R$ 67 bilhões referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ou seja, até R$ 67 bilhões que o governo gastar no ano com o programa seriam tirados da conta – reduzindo a economia a R$ 49,1 bilhões.

O que muda com o projeto de lei 36/2014?

O projeto de lei enviado ao Congresso não muda oficialmente a meta de superávit, mas altera esse "desconto" determinado na LDO. Pela proposta, será possível abater dos R$ 116,1 bilhões o total de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações de tributos aplicadas em diversos setores.
Como estas despesas já somam R$ 127 bilhões de janeiro a outubro (e tendem a aumentar até o fim do ano), o governo teria margem para abater toda a meta e fechar o ano sem descumprir a lei – mesmo se o déficit primário se confirmar. Em outras palavras, a meta deixa de existir.

O que acontece se o Congresso não aprovar o projeto?

Caso a proposta do governo seja rejeitada pelo Legislativo, o governo descumprirá a meta fiscal deste ano, e poderá não cumprir o pagamento dos juros de sua dívida pública, que em outubro estava em R$ 2,1 trilhões. Sem o pagamento, o governo passa a ter dificuldade em reduzir sua dívida, que tende a aumentar.
Mas um relatório de despesas e receitas do Ministério do Planejamento prevê que será possível abater R$ 106 bilhões dos R$ 116 bilhões da meta, em razão de um esperado superávit primário de R$ 10,1 bilhões que o governo promete.
A não aprovação do projeto de lei também pode ter outras consequências. Em meados deste mês, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou que se o Congresso não der seu aval, o governo irá cumprir o estabelecido na LDO.
"Suspende as desonerações, corta os investimentos, para as obras e para uma parte da economia. Nós vamos ter mais desemprego e ficará na responsabilidade de quem tiver essa atitude", disse ele em entrevista à GloboNews.
Líderes da oposição, por sua vez, afirmam que a presidente Dilma cometeria crime de responsabilidade fiscal ao não cumprir o que determina a LDO.
"Existem sanções para quem não cumpre o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal e, nesta questão específica, a Lei Orçamentária no que diz respeito ao superávit", afirmou o senador Aécio Neves.

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