O estudante da Unesp Humberto Moura Fonseca, 23 anos, morreu depois de uma festa open bar, no interior de São Paulo, em competição com outros colegas para ver quem bebia mais: ele bebeu 30 doses de vodka.
Esse caso é obviamente uma exceção. Mas a morte por consumo do álcool não é.
Estudo publicado na revista on-line "Scientific Reports", subsidiária da revista "Nature", mostra que a maconha, erva proibida em vários países, é 144 vezes menos letal que o álcool.
A pesquisa lembra, porém, que fumar a erva pode causar efeitos colaterais indesejados. Mas que a planta é, de fato, mais segura que o álcool. Artigo do médico Drauzio Varella, por exemplo, afirma que a maconha pode levar a dependência, alterações cerebrais, insônia e outros efeitos.
Para chegar a essa conclusão no estudo, os cientistas procuraram quantificar o risco de morte associado ao uso de substâncias tóxicas. E o que eles descobriram irá surpreender muita gente: a maconha é, de longe, a droga mais segura.
Percentual entre jovens do ensino médio subiu de 12% para 17% em dois anos
Estudantes do ensino médio uruguaios estão fumando mais maconha do que
tabaco, conforme revelou uma pesquisa nacional sobre o consumo de
drogas, divulgada nesta quarta-feira, pela Junta Nacional de Drogas
(JND) do país. O levantamento apontou que 17% dos estudantes do ensino
médio entre 13 e 17 anos disseram que fumaram maconha no ano passado
contra 15,5% para o tabaco. É a primeira vez desde o início da pesquisa,
em 2003, que o consumo de maconha é maior do que o consumo de tabaco
entre os estudantes do ensino médio.
Realizada em 2011, a pesquisa anterior constatava que 20,2% dos
consultados tinha fumado tabaco, enquanto 12% tinha consumido maconha.
O levantamento de 11.248 pessoas em 168 escolas tinha uma margem de erro de mais ou menos 0,9 pontos percentuais.
O Uruguai tornou-se em 2013 o primeiro país a aprovar um mercado
maconha supervisionado pelo Estado. Uma vez registrado e licenciado,
qualquer adulto uruguaio terá permissão para cultivar plantas em casa ou
aderir a um clube de plantio de maconha. Em breve os consumidores
também poderão comprar cigarros de maconha nas farmácias.
De acordo com o levantamento da JND, o consumo de drogas por jovens
é, na ordem, álcool, bebidas energéticas, maconha, tabaco e
tranquilizantes. Exceto pelo álcool, a maioria dos consumos é
experimental ou ocasional, como informaram os responsáveis pela
pesquisa, que também mostrou que quase dois de cada três estudantes
uruguaios usaram alguma droga nos últimos 12 meses.